sexta-feira, 12 de outubro de 2007
quinta-feira, 6 de setembro de 2007
Morre o tenor italiano Luciano Pavarotti
Is there a time for keeping your distance
A time to turn your eyes away
Is there a time for keeping your head down
For getting on with your day
Is there a time for kohl and lipstick
A time for curling hair
Is there a time for high street shopping
To find the right dress to wear
Here she comes, oh oh
Heads turn around
Here she comes
To take her crown
Is there a time to run for cover
A time for kiss and tell
Is there a time for different colours
Different names you find it hard to spell
Is there a time for first communion
A time for East Seventeen
Is there a time to turn to Mecca
Is there time to be a beauty queen
Here she come, oh oh
Beauty plays the clown
Here she comes
Surreal in her crown
Dici che il fiume
Trova la via al mare
E come il fiume
Giungerai a me
Oltre i confini
E le terre assetate
Dici che come fiume
Come fiume...
L'amore giungerà
L'amore...
E non so più pregare
E nell'amore non so più sperare
E quell'amore non so più aspettare
Is there a time for tying ribbons
A time for Christmas trees
Is there a time for laying tables
And the night is set to freeze
(Miss Sarajevo - U2)
[22.10.2007 at 23:49] Update:
06/09/2007 - 02h33
Morre o tenor italiano Luciano Pavarotti.
da Efe, em Roma
O tenor italiano Luciano Pavarotti morreu hoje, aos 71 anos, de câncer no pâncreas, informou seu empresário.
O tenor havia sido internado com uma infecção pulmonar no dia 8 de agosto, no Hospital Policlínico de Modena, no norte da Itália. Ele saiu do centro médico no dia 25 e vinha recebendo cuidados de uma equipe de especialistas na sua casa.
O cantor de ópera morreu por volta das 1h50 (horário de Brasília). Ainda não se sabe quando serão os funerais e onde seu corpo será enterrado.
Em meados de 2006, o tenor foi operado de câncer no pâncreas, e precisou se retirar da vida pública. Em 8 de agosto teve que ser internado devido à febre alta que sofreu enquanto se recuperava em sua casa das colinas de Pesaro (litoral do Adriático).
Ficou internado até 25 de agosto, acompanhado pela sua mulher, Nicoletta Mantovan, e pela filha mais nova, Alice. Também estiveram a seu lado as três filhas do seu primeiro casamento, com Adua Veroni. Segundo seus parentes e amigos, nunca perdeu o bom humor.
A imprensa italiana divulgou ontem declarações de Pavarotti agradecendo pelo Prêmio Excelência na Cultura da Itália, concedido pelo Governo italiano. Ele afirmou que havia dedicado toda a sua vida a celebrar a magia da arte.
"O prêmio me enche de alegria e orgulho pela minha longa carreira, com a qual tive o privilégio de levar a cultura italiana pelo mundo", disse Pavarotti, segundo a imprensa.
Ele apoiou as iniciativas do Teatro Scala, de Milão, e do Teatro Comunale, de Modena, que organizarão a partir de 2008 o Concurso Internacional de Canto Luciano Pavarotti. Seu vencedor poderá atuar no templo da ópera milanês.
"Sempre pensei que o entusiasmo, a devoção e o ânimo que transmitimos aos jovens são nosso verdadeiro valor e nossa força", disse o cantor. Ele acrescentou que "compartilhar com os jovens a paixão e a experiência é o tesouro maior que se pode deixar para eles e a maior oportunidade para dar um sentido à vida". © 2007 Folha de São Paulo.
A time to turn your eyes away
Is there a time for keeping your head down
For getting on with your day
Is there a time for kohl and lipstick
A time for curling hair
Is there a time for high street shopping
To find the right dress to wear
Here she comes, oh oh
Heads turn around
Here she comes
To take her crown
Is there a time to run for cover
A time for kiss and tell
Is there a time for different colours
Different names you find it hard to spell
Is there a time for first communion
A time for East Seventeen
Is there a time to turn to Mecca
Is there time to be a beauty queen
Here she come, oh oh
Beauty plays the clown
Here she comes
Surreal in her crown
Dici che il fiume
Trova la via al mare
E come il fiume
Giungerai a me
Oltre i confini
E le terre assetate
Dici che come fiume
Come fiume...
L'amore giungerà
L'amore...
E non so più pregare
E nell'amore non so più sperare
E quell'amore non so più aspettare
Is there a time for tying ribbons
A time for Christmas trees
Is there a time for laying tables
And the night is set to freeze
(Miss Sarajevo - U2)
[22.10.2007 at 23:49] Update:
06/09/2007 - 02h33
Morre o tenor italiano Luciano Pavarotti.
da Efe, em Roma
O tenor italiano Luciano Pavarotti morreu hoje, aos 71 anos, de câncer no pâncreas, informou seu empresário.
O tenor havia sido internado com uma infecção pulmonar no dia 8 de agosto, no Hospital Policlínico de Modena, no norte da Itália. Ele saiu do centro médico no dia 25 e vinha recebendo cuidados de uma equipe de especialistas na sua casa.
O cantor de ópera morreu por volta das 1h50 (horário de Brasília). Ainda não se sabe quando serão os funerais e onde seu corpo será enterrado.
Em meados de 2006, o tenor foi operado de câncer no pâncreas, e precisou se retirar da vida pública. Em 8 de agosto teve que ser internado devido à febre alta que sofreu enquanto se recuperava em sua casa das colinas de Pesaro (litoral do Adriático).
Ficou internado até 25 de agosto, acompanhado pela sua mulher, Nicoletta Mantovan, e pela filha mais nova, Alice. Também estiveram a seu lado as três filhas do seu primeiro casamento, com Adua Veroni. Segundo seus parentes e amigos, nunca perdeu o bom humor.
A imprensa italiana divulgou ontem declarações de Pavarotti agradecendo pelo Prêmio Excelência na Cultura da Itália, concedido pelo Governo italiano. Ele afirmou que havia dedicado toda a sua vida a celebrar a magia da arte.
"O prêmio me enche de alegria e orgulho pela minha longa carreira, com a qual tive o privilégio de levar a cultura italiana pelo mundo", disse Pavarotti, segundo a imprensa.
Ele apoiou as iniciativas do Teatro Scala, de Milão, e do Teatro Comunale, de Modena, que organizarão a partir de 2008 o Concurso Internacional de Canto Luciano Pavarotti. Seu vencedor poderá atuar no templo da ópera milanês.
"Sempre pensei que o entusiasmo, a devoção e o ânimo que transmitimos aos jovens são nosso verdadeiro valor e nossa força", disse o cantor. Ele acrescentou que "compartilhar com os jovens a paixão e a experiência é o tesouro maior que se pode deixar para eles e a maior oportunidade para dar um sentido à vida". © 2007 Folha de São Paulo.
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terça-feira, 31 de julho de 2007
Antonioni, cineasta da angústia existencial, morre aos 94 anos
O cineasta Michelangelo Antonioni do set de filmagens nos anos 1960. Foto: AFP.
Por Phil Stewart e Nicola Scevola
ROMA (Reuters) - Michelangelo Antonioni, um dos mais influentes cineastas italianos do pós-guerra, morreu aos 94 anos, deixando como herança filmes que retratam a angústia existencial e a incomunicabilidade da sociedade moderna.
A carreira de Antonioni abrangeu seis décadas. Em 1995, quando sofreu um derrame e mal conseguia falar, o diretor foi homenageado com um Oscar pelo conjunto de sua obra.
Entre seus trabalhos mais famosos estão o indicado ao Oscar "Blow-up -- Depois Daquele Beijo", "Zabriskie Point" e a trilogia internacionalmente aclamada composta por "A Aventura", "A Noite" e "O Eclipse".
Sua morte, na noite de segunda-feira, seguiu-se à do diretor sueco Ingmar Bergman, morto no mesmo dia, aos 89 anos.
"Pela segunda vez em 24 horas o mundo do cinema sente-se órfão", disse Gilles Jacob, o veterano presidente do Festival de Cinema de Cannes, segundo a agência de notícias italiana Ansa.
Jacob descreveu Antonioni como "alquimista da intimidade, o arquiteto do tempo e do espaço no cinema contemporâneo".
O presidente italiano Giorgio Napolitano disse que a Itália "perdeu um dos maiores protagonistas do cinema e um dos maiores exploradores da expressão no século 20".
O corpo de Antonioni será velado com honras de Estado na manhã da quarta-feira, na sede da prefeitura de Roma. Seu enterro será na quinta-feira em Ferrara, sua cidade natal.
Seus filmes propositalmente lentos e oblíquos nem sempre agradavam ao grande público, mas filmes como "A Aventura" fizeram seu trabalho ser visto como fundamental por diretores como Martin Scorsese, que o descreveu como um poeta com uma câmera na mão.
CRÍTICO DE CINEMA
Nascido em 1912 em Ferrara, no norte da Itália, Antonioni estudou administração e economia na universidade de Bolonha e chegou a trabalhar por um período curto em um banco, antes de tornar-se crítico de cinema na década de 1930.
Seu primeiro envolvimento real com a cinematografia aconteceu quando ele ajudou a escrever o roteiro de "Un Piloto Ritorna" (1942), de Roberto Rossellini.
Antonioni dirigiu seu primeiro longa-metragem, "Crimes d'alma" ("Cronaca de un amore"), em 1950.
Nas duas décadas seguintes, ele dirigiu alguns dos maiores astros do cinema italiano do pós-guerra, como Marcello Mastroianni. Mas foi apenas na década de 1960 que ele surgiu no cenário internacional.
Depois de ganhar críticas elogiosas no Festival de Cannes de 1957 com "Il Grido" (O Grito), Antonioni teve seu primeiro grande sucesso internacional em 1960 com "A Aventura", que explorava a incomunicabilidade e solidão da sociedade moderna.
Seu segundo filme a ganhar destaque internacional foi "Blow-up - Depois Daquele Beijo" (1966), falado em inglês e ambientado na Londres dos anos 1960, que fez dele um diretor cult entre cinéfilos e outros cineastas.
Muitos o saudaram como fundador do cinema europeu de vanguarda, mas parte do público achava seus filmes arrastados e pretensiosos.
Tendo se afastado do cinema depois de sofrer um derrame na década de 1980, Antonioni retornou em 1995 com o aclamado "Além das Nuvens", baseado em contos de sua própria autoria. O filme foi co-dirigido pelo alemão Wim Wenders. Seu último trabalho, em 2004, foi um segmento do longa coletivo "Eros".
ROMA (Reuters) - Michelangelo Antonioni, um dos mais influentes cineastas italianos do pós-guerra, morreu aos 94 anos, deixando como herança filmes que retratam a angústia existencial e a incomunicabilidade da sociedade moderna.
A carreira de Antonioni abrangeu seis décadas. Em 1995, quando sofreu um derrame e mal conseguia falar, o diretor foi homenageado com um Oscar pelo conjunto de sua obra.
Entre seus trabalhos mais famosos estão o indicado ao Oscar "Blow-up -- Depois Daquele Beijo", "Zabriskie Point" e a trilogia internacionalmente aclamada composta por "A Aventura", "A Noite" e "O Eclipse".
Sua morte, na noite de segunda-feira, seguiu-se à do diretor sueco Ingmar Bergman, morto no mesmo dia, aos 89 anos.
"Pela segunda vez em 24 horas o mundo do cinema sente-se órfão", disse Gilles Jacob, o veterano presidente do Festival de Cinema de Cannes, segundo a agência de notícias italiana Ansa.
Jacob descreveu Antonioni como "alquimista da intimidade, o arquiteto do tempo e do espaço no cinema contemporâneo".
O presidente italiano Giorgio Napolitano disse que a Itália "perdeu um dos maiores protagonistas do cinema e um dos maiores exploradores da expressão no século 20".
O corpo de Antonioni será velado com honras de Estado na manhã da quarta-feira, na sede da prefeitura de Roma. Seu enterro será na quinta-feira em Ferrara, sua cidade natal.
Seus filmes propositalmente lentos e oblíquos nem sempre agradavam ao grande público, mas filmes como "A Aventura" fizeram seu trabalho ser visto como fundamental por diretores como Martin Scorsese, que o descreveu como um poeta com uma câmera na mão.
CRÍTICO DE CINEMA
Nascido em 1912 em Ferrara, no norte da Itália, Antonioni estudou administração e economia na universidade de Bolonha e chegou a trabalhar por um período curto em um banco, antes de tornar-se crítico de cinema na década de 1930.
Seu primeiro envolvimento real com a cinematografia aconteceu quando ele ajudou a escrever o roteiro de "Un Piloto Ritorna" (1942), de Roberto Rossellini.
Antonioni dirigiu seu primeiro longa-metragem, "Crimes d'alma" ("Cronaca de un amore"), em 1950.
Nas duas décadas seguintes, ele dirigiu alguns dos maiores astros do cinema italiano do pós-guerra, como Marcello Mastroianni. Mas foi apenas na década de 1960 que ele surgiu no cenário internacional.
Depois de ganhar críticas elogiosas no Festival de Cannes de 1957 com "Il Grido" (O Grito), Antonioni teve seu primeiro grande sucesso internacional em 1960 com "A Aventura", que explorava a incomunicabilidade e solidão da sociedade moderna.
Seu segundo filme a ganhar destaque internacional foi "Blow-up - Depois Daquele Beijo" (1966), falado em inglês e ambientado na Londres dos anos 1960, que fez dele um diretor cult entre cinéfilos e outros cineastas.
Muitos o saudaram como fundador do cinema europeu de vanguarda, mas parte do público achava seus filmes arrastados e pretensiosos.
Tendo se afastado do cinema depois de sofrer um derrame na década de 1980, Antonioni retornou em 1995 com o aclamado "Além das Nuvens", baseado em contos de sua própria autoria. O filme foi co-dirigido pelo alemão Wim Wenders. Seu último trabalho, em 2004, foi um segmento do longa coletivo "Eros".
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segunda-feira, 30 de julho de 2007
Cineasta sueco Ingmar Bergman morre aos 89 anos
Os cineastas suecos Sven Nykvis (esq.) e Ingmar Bergman no set de Fanny e Alexander em 1981. O lendário diretor de cinema sueco Ingmar Bergman morreu aos 89 anos, anunciou nesta segunda-feira o Real Teatro Dramático da Suécia. Photo by Scanpix Sweden.
Por Anna Ringstrom e Sarah Edmonds
ESTOCOLMO (Reuters) - O lendário cineasta sueco Ingmar Bergman, que influenciou gerações de cinéfilos com suas obras sombrias sobre temas como a morte e os tormentos sexuais, morreu na segunda-feira, aos 89 anos.
Sua filha Eva disse à agência sueca de notícias TT que o diretor e roteirista autodidata morreu em sua casa, na ilha de Faro, no mar Báltico.
Entre seus filmes mais conhecidos estão "Morangos Silvestres", "Cenas de um Casamento" e "Fanny e Alexander", vencedor de quatro Oscars. Esses filmes ajudaram a tornar a Suécia mundialmente associada à melancolia, mas fizeram de Bergman um mestre do cinema mundial.
Ao longo da carreira, ele realizou 54 filmes, 126 produções teatrais e 39 peças de rádio, além de programas para TV.
Suas obras-primas frequentemente lidavam com a confusão sexual, a solidão e a vã busca pelo sentido da vida -- temas que muitos atribuíam a uma infância traumática, quando ele era agredido pelo pai.
"Ele era um dos grandes", disse por telefone Jorn Donner, produtor de "Fanny e Alexander". "Eu o conhecia havia mais de 50 anos."
A vida particular de Bergman também costumava colocá-lo sob os holofotes. Casou-se cinco vezes, com mulheres bonitas e talentosas, e teve relacionamento com suas principais atrizes.
Em 2001, disse à Reuters, numa rara entrevista, que seus demônios pessoais haviam atormentado e inspirado sua vida inteira.
"Os demônios são inumeráveis, aparecem nos momentos mais inconvenientes e criam pânico e terror", disse Bergman na época. "Mas aprendi que, se eu puder dominar essas forças negativas e colocar arreios nelas, elas podem funcionar em meu benefício."
O jovem Bergman, que passou uma infância doentia, costumava apanhar do pai, um pastor luterano.
Em 1956, Bergman obteve reconhecimento internacional com "O Sétimo Selo", no qual está a clássica cena em que o cavaleiro medieval, à procura de Deus e do sentido da vida, joga xadrez com a morte. No ano seguinte, o filme recebeu o prêmio do júri em Cannes.
Em 1960 e 61, Bergman ganhou o Oscar de melhor filme estrangeiro. Voltaria a receber quatro estatuetas (inclusive, de novo, filme estrangeiro) em 1983, por "Fanny e Alexander", um filme com versões de três e cinco horas.
Depois de "Fanny e Alexander", o diretor anunciou sua aposentadoria do cinema, tendo dirigido apenas alguns especiais de TV, como o elogiado "Saraband", de 2003.
Bergman se estabeleceu na ilha Faro ("das ovelhas"), na costa sudeste da Suécia, depois de rodar sete filmes ali. Todos os verões, a ilha celebra a vida e obra de Bergman.
(Com reportagem de Fredrika Bernadotte, Helena Soderpalm e Adam Cox em Estocolmo, Terhi Kinnunen em Helsinque e David Cutler em Londres)
ESTOCOLMO (Reuters) - O lendário cineasta sueco Ingmar Bergman, que influenciou gerações de cinéfilos com suas obras sombrias sobre temas como a morte e os tormentos sexuais, morreu na segunda-feira, aos 89 anos.
Sua filha Eva disse à agência sueca de notícias TT que o diretor e roteirista autodidata morreu em sua casa, na ilha de Faro, no mar Báltico.
Entre seus filmes mais conhecidos estão "Morangos Silvestres", "Cenas de um Casamento" e "Fanny e Alexander", vencedor de quatro Oscars. Esses filmes ajudaram a tornar a Suécia mundialmente associada à melancolia, mas fizeram de Bergman um mestre do cinema mundial.
Ao longo da carreira, ele realizou 54 filmes, 126 produções teatrais e 39 peças de rádio, além de programas para TV.
Suas obras-primas frequentemente lidavam com a confusão sexual, a solidão e a vã busca pelo sentido da vida -- temas que muitos atribuíam a uma infância traumática, quando ele era agredido pelo pai.
"Ele era um dos grandes", disse por telefone Jorn Donner, produtor de "Fanny e Alexander". "Eu o conhecia havia mais de 50 anos."
A vida particular de Bergman também costumava colocá-lo sob os holofotes. Casou-se cinco vezes, com mulheres bonitas e talentosas, e teve relacionamento com suas principais atrizes.
Em 2001, disse à Reuters, numa rara entrevista, que seus demônios pessoais haviam atormentado e inspirado sua vida inteira.
"Os demônios são inumeráveis, aparecem nos momentos mais inconvenientes e criam pânico e terror", disse Bergman na época. "Mas aprendi que, se eu puder dominar essas forças negativas e colocar arreios nelas, elas podem funcionar em meu benefício."
O jovem Bergman, que passou uma infância doentia, costumava apanhar do pai, um pastor luterano.
Em 1956, Bergman obteve reconhecimento internacional com "O Sétimo Selo", no qual está a clássica cena em que o cavaleiro medieval, à procura de Deus e do sentido da vida, joga xadrez com a morte. No ano seguinte, o filme recebeu o prêmio do júri em Cannes.
Em 1960 e 61, Bergman ganhou o Oscar de melhor filme estrangeiro. Voltaria a receber quatro estatuetas (inclusive, de novo, filme estrangeiro) em 1983, por "Fanny e Alexander", um filme com versões de três e cinco horas.
Depois de "Fanny e Alexander", o diretor anunciou sua aposentadoria do cinema, tendo dirigido apenas alguns especiais de TV, como o elogiado "Saraband", de 2003.
Bergman se estabeleceu na ilha Faro ("das ovelhas"), na costa sudeste da Suécia, depois de rodar sete filmes ali. Todos os verões, a ilha celebra a vida e obra de Bergman.
(Com reportagem de Fredrika Bernadotte, Helena Soderpalm e Adam Cox em Estocolmo, Terhi Kinnunen em Helsinque e David Cutler em Londres)
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domingo, 15 de julho de 2007
R.I.P., BLOGZinE (2002-2007)

Após 5 anos no ar, o BLOGZinE, mantido pelo Mr. Reginaldo Yeoman, encerrou suas atividades. É uma perda lamentável para os fãs da cultura nerd-geek-fanboy.#
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sábado, 2 de junho de 2007
R.I.P., Ópio (2001-2007)

Conforme prenuncia a carta-testamento acima, parece que o Ópio, o Diário Eletrônico Entorpecente, está indo pras cucuias. Lamento pelo fato, mas há indícios de que um brotador de idéias ainda melhor virá por aí...#
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sexta-feira, 9 de março de 2007

Antoine Wiertz: The Suicide, 1854.
No meio da tarde de quarta-feira recebi a notícia da morte de um amigo meu, de Salvador, que não via ou tinha notícias há algum tempo. Cometeu suicídio. Estava passando por sérias dificuldades finaceiras. Não aguentou a pressão, o desespero e uma série de seguidos insucessos. Mandou a esposa e os filhos irem ao aeroporto pegar uma outra filha deles que chegava de Quito, no Peru. Quando chegaram em casa encontraram a cena, ele morto com uma bala estourada na cabeça. Isso foi na última segunda-feira. O enterro foi no dia seguinte. Fiquei embasbacado com o fato, perdido, desconcertado. Porque essa idéia já não me fora estranha. Atacou-me uma puta exaqueca, mas tive ainda que enfrentar ainda mais uma reunião de trabalho e, bastante deprimido, fui pra casa. Não tive vontade de comer nada. Dormi e só acordei hoje. Não me sai da mente a imagem dele colocando o revólver na boca e disparando. O Horror. #
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terça-feira, 6 de março de 2007
A morte de Jean Baudrillard

(20.06.1929 - 06.03.2007)
Foto: AFP/Eric Feferberg.
Via wood s lot
Foto: AFP/Eric Feferberg.
Via wood s lot
O filósofo e sociólogo francês Jean Baudrillard, feroz crítico da sociedade de consumo e considerado um dos teóricos da pós-modernidade, morreu hoje em Paris, de câncer, aos 77 anos.
Ele foi um dos fundadores da revista Utopie, além de ter publicado mais de 50 livros ao longo de sua carreira, dentre os quais O Sistema dos Objetos (1968), A Sociedade de Consumo (1970), Simulacros e Simulações (1981) e América (1997).
Baudrillard refutou o pensamento científico tradicional, e baseou sua filosofia no conceito de virtualidade do mundo aparente. Além de criticar a sociedade de consumo e considerar as massas como cúmplices dessa situação, o francês desenvolveu nas últimas décadas uma crítica radical aos meios de comunicação. Sobre a questão da imagem, ele disse: "Para mim, fotografar não é tomar o mundo como objeto, mas transformá-lo em objeto".
Noticiaram:
O Globo
Folha Onine
Le Monde.fr
Lefigaro.fr
Libération.fr
Gosth in the Wire
Consulte ainda:
Baudrillard Studies
Simulacra and Simulations #
Ele foi um dos fundadores da revista Utopie, além de ter publicado mais de 50 livros ao longo de sua carreira, dentre os quais O Sistema dos Objetos (1968), A Sociedade de Consumo (1970), Simulacros e Simulações (1981) e América (1997).
Baudrillard refutou o pensamento científico tradicional, e baseou sua filosofia no conceito de virtualidade do mundo aparente. Além de criticar a sociedade de consumo e considerar as massas como cúmplices dessa situação, o francês desenvolveu nas últimas décadas uma crítica radical aos meios de comunicação. Sobre a questão da imagem, ele disse: "Para mim, fotografar não é tomar o mundo como objeto, mas transformá-lo em objeto".
Noticiaram:
O Globo
Folha Onine
Le Monde.fr
Lefigaro.fr
Libération.fr
Gosth in the Wire
Consulte ainda:
Baudrillard Studies
Simulacra and Simulations #
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