segunda-feira, 11 de maio de 2009
terça-feira, 11 de novembro de 2008
domingo, 2 de setembro de 2007
sexta-feira, 6 de julho de 2007
Ainda sobre o tema, que me persegue

Marcadores: Estados da alma, Passagens
quarta-feira, 13 de junho de 2007
Desolação

Run
I'll sing it one last time for you
Then we really have to go
You've been the only thing that's right
In all I've done
And I can barely look at you
But every single time I do
I know we'll make it anywhere
Away from here
Light up, light up
As if you have a choice
Even if you cannot hear my voice
I'll be right beside you dear
Louder louder
And we'll run for our lives
I can hardly speak I understand
Why you can't raise your voice to say
To think I might not see those eyes
Makes it so hard not to cry
And as we say our long goodbye
I nearly do
Light up, light up
As if you have a choice
Even if you cannot hear my voice
I'll be right beside you dear
Louder louder
And we'll run for our lives
I can hardly speak I understand
Why you can't raise your voice to say
Slower slower
We don't have time for that
All I want is to find an easier way
To get out of our little heads
Have heart my dear
We're bound to be afraid
Even if it's just for a few days
Making up for all this mess
Light up, light up
As if you have a choice
Even if you cannot hear my voice
I'll be right beside you dear
(Composer: Gary Lightbody, Nathan Connolly, Mark McClelland, Jonny Quinn & Iain Archer [Snow Patrol, album Final Straw, 2003]).#
Marcadores: Estados da alma, Música
domingo, 3 de junho de 2007
Delirium

Marcadores: Divagações, Estados da alma
A fila sem fim dos demônios descontentes no amor

Insensível
Até parece loucura,
Não sei explicar,
É a verdade mais pura:
Eu não consigo amar.
Meu amor me desculpe,
Não quis te ferir,
Mas dizer a verdade
É melhor que mentir.
Insensível, insensível, você diz.
Impossível fazer você feliz.
Não fui eu
Não foi você quem escolheu
Viver nesse mundo tão frio
Tão frio
Às vezes você esquece
E sente prazer
Mas pra mim é difícil
Conseguir esquecer.
Entre outras pessoas
É tão natural,
Por que será que comigo
Não pode ser igual?
Insensível, insensível, você diz.
Impossível fazer você feliz.
(Sérgio Britto; Titãs, Televisão, 1985)#
Marcadores: Estados da alma, Música
segunda-feira, 28 de maio de 2007
domingo, 27 de maio de 2007
Na dúvida, tome Abulinix

Marcadores: Estados da alma
domingo, 13 de maio de 2007
All those lonely, lonely times

Wish You Were Here
So, so you think you can tell
Heaven from Hell,
Blue skys from pain.
Can you tell a green field
From a cold steel rail?
A smile from a veil?
Do you think you can tell?
And did they get you to trade
Your heros for ghosts?
Hot ashes for trees?
Hot air for a cool breeze?
Cold comfort for change?
And did you exchange
A walk on part in the war
For a lead role in a cage?
How I wish, how I wish you were here.
We're just two lost souls
Swimming in a fish bowl,
Year after year,
Running over the same old ground.
What have we found?
The same old fears.
Wish you were here.
(R. Waters and D. Gilmour)#
Marcadores: Estados da alma, Memória, Música
segunda-feira, 19 de março de 2007

O poder ainda puro das tuas mãos
é mesmo agora o que mais me comove
descobrem devagar um destino que passa
e não passa por aqui
à mesa do café trocamos palavras
que trazem harmonias
tantas vezes negadas:
aquilo que nem ao vento sequer
segredamos
mas se hoje puderes me ouvir
recomeça, medita numa viagem longa
ou num amor
talvez o mais belo
Poema extraído de Baldios (Lisboa: Assírio & Alvim, 1999), de José Tolentino Mendonça.
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sexta-feira, 16 de março de 2007

Foto de Delay Tactics / Christian.
Chega um tempo em que não se diz mais: meu Deus.
Tempo de absoluta depuração.
Tempo em que não se diz mais: meu amor.
Porque o amor resultou inútil.
E os olhos não choram.
E as mãos tecem apenas o rude trabalho.
E o coração está seco.
Em vão mulheres batem à porta, não abrirás.
Ficaste sozinho, a luz apagou-se,
mas na sombra teus olhos resplandecem enormes.
És todo certeza, já não sabes sofrer.
E nada esperas de teus amigos.
Pouco importa venha a velhice, que é a velhice?
Teus ombros suportam o mundo
e ele não pesa mais que a mão de uma criança.
As guerras, as fomes, as discussões dentro dos edifícios
provam apenas que a vida prossegue
e nem todos se libertaram ainda.
Alguns, achando bárbaro o espetáculo,
prefeririam (os delicados) morrer.
Chegou um tempo em que não adianta morrer.
Chegou um tempo em que a vida é uma ordem.
A vida apenas, sem mistificação.
Carlos Drummond de Andrade (31.10.1902 - 17.08.1987). Os versos acima foram publicados originalmente no livro "Sentimento do Mundo", Irmãos Pongetti - Rio de Janeiro, 1940. Foram extraídos do livro "Nova Reunião", José Olympio Editora - Rio de Janeiro, 1985, pág. 78. #
Marcadores: Estados da alma, Passagens
sexta-feira, 9 de março de 2007

Marcadores: Estados da alma, Obituário
segunda-feira, 5 de março de 2007

- Sabes o que queria agora?
Perguntou ele à solidão que embatia loucamente no chão, no tecto e na nudez das quatro paredes.
- Queria ter a força que nunca tive para te deixar sair do quarto.
Há muito tempo que não se sentia tão confuso. Esfregou demoradamente os olhos ainda estranhos à sombra que lhe realçava as lágrimas secas. Olhou em volta. Tinha um olhar vazio, inundado de uma tristeza que nunca compreendera.
- Sabes porque nunca o fiz? Sabes porque ainda te mantenho cativa e prisioneira?
Neste instante fixou o olhar num pequeno caderno castanho, cujos cantos dobrados e capa coçada acusavam muito uso e uma existência longa. Tinha uma etiqueta onde ainda se lia a palavra "Diário".
- Não o fiz porque não consigo viver sem ti. Sinto que a vida sem ti, deixa de fazer qualquer sentido!
Pegou no caderno. E pela enésima vez com a dor de quem relê o seu próprio sofrimento, folheou-o lentamente.
Embora conhecesse de olhos fechados todas as dedadas, todas as manchas amareladas que os seus dedos ali deixaram ao longo do tempo, parou em cada uma das páginas como se as olhasse pela primeira vez. Deteve-se a olhar algumas nódoas de manteiga que o papel absorvera, e sentiu os vazios. Eram tantos os vazios encerrados e esquecidos em cada uma daquelas páginas nuas, completamente em branco...
- Já te contei esta história tantas vezes...!
Disse ele fechando de repente o velho caderno cheio de folhas por estrear. De pé, com os braços caídos ao longo do corpo, perdeu a noção do tempo dentro do seu olhar perdido. Uma lágrima acusou outras que se seguiram. Desfaleceu por dentro, desta vez nem a solidão, nem sequer o mais macio dos lenços serviriam para aliviar a alma turva...
Pôs o caderno no bolso de trás das calças e olhou em volta em jeito de despedida.
- Vou comprar uma caneta...!
E saiu. #
Marcadores: Estados da alma
sábado, 3 de março de 2007
Abandonnée

Tristeza não tem fim
Felicidade sim
A felicidade é como a gota
De orvalho numa pétala de flor
Brilha tranquila
Depois de leve oscila
E cai como uma lágrima de amor
A felicidade do pobre parece
A grande ilusão do carnaval
A gente trabalha o ano inteiro
Por um momento de sonho
Pra fazer a fantasia
De rei ou de pirata ou jardineira
Pra tudo se acabar na quarta feira
Tristeza não tem fim
Felicidade sim
A felicidade é como a pluma
Que o vento vai levando pelo ar
Voa tão leve
Mas tem a vida breve
Precisa que haja vento sem parar
A minha felicidade está sonhando
Nos olhos da minha namorada
É como esta noite
Passando, passando
Em busca da madrugada
Falem baixo, por favor
Prá que ela acorde alegre como o dia
Oferecendo beijos de amor
Tristeza não tem fim
Felicidade sim
(Composição de Antonio Carlos Jobim e Vinicius de Moraes para o filme Orfeu Negro, dirigido por Marcel Camus, 1959). #
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quinta-feira, 1 de março de 2007
Tristeza de mármol

Marcadores: Estados da alma
sexta-feira, 16 de fevereiro de 2007
sábado, 10 de fevereiro de 2007
O transgressor

Who goes there? hankering, gross, mystical, nude;
How is it I extract strength from the beef I eat?
What is a man anyhow? what am I? what are you?
All I mark as my own you shall offset it with your own,
Else it, were time lost listening to me.
I do not snivel that snivel the world over,
That months are vacuums and the ground but wallow and filth.
Whimpering and truckling fold with powders for invalids, conformity goes to the fourth-remov'd,
I wear my hat as I please indoors or out.
Why should I pray? why should I venerated and be ceremonious?
Having pried through the strata, analyzed to a hair, counseled with doctors and calculated close,
I find no sweeter fat than sticks to my own bones.
In all people I see myself, none more and not one a barleycorn less,
And the good or bad I say of myself I say of them.
I know I am solid and sound,
To me the converging objects of the universe perpetually flow,
All are written to me, and I must get what the writing means.
I know I am deathless,
I know this orbit of mine cannot be swept by a carpenter's compass,
I know I shall not pass like a child's carlacue cut with a burnt stick at night.
I know I am august,
I do not trouble my spirit to vindicate itself or be understood,
I see that the elementary laws never apologize,
(I reckon I behave no prouder than the level I plant my home by, after all.)
I exist as I am, that is enough,
If no other in the world be aware I sit content,
And if each and all be aware I sit content.
One world is aware and by far the largest to me, and that is myself,
And whether I come to my own today or in ten thousand or ten million years,
I can cheerfully take it now, or with equal cheerfulness I can wait.
My foothold is tenoned and mortised in granite,
I laugh at what you call dissolution,
And I know the amplitude of time.
Walt Whitman (31.05.1819 - 26.03.1892), Song of Myself, Rio de Janeiro: Imago; São Paulo: Alumni, 2000, p. 37-39). #
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