[ breviário de decomposição ]

quarta-feira, 12 de novembro de 2008


Ara Starck. L'équilibriste, 116,5x78,5 cm, technique mixte, 2008 ©Artegalore.

Quem espera sempre, espera sempre em vão,
Porque quem espera sempre espera o bem.
E o bem vive em nosso coração:
Ou já o temos, ou elle nunca vem.

Quem ama, ou ama-se, e terá o que tem,
ou ama outro, e ama a illusão
Que, quando a toque, será voragem (?) alguem,
E nunca o bem que é venda e confusão.

Onde puz a ventura, não a vi,
onde puz o desejo, floriu pranto
e só quem fui ou que fugi ser colhi.
Hoje não espero nem o muito encanto
De haver esperado, quero o fim (?)

ideas for poems, fernando pessoa (1888 - 1935)

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segunda-feira, 21 de abril de 2008


Pintura para Peixes (2008), de Rodrigo Andrade, exposto em São Paulo. Foto: Divulgação.

a vida e o mundo se apresentam assim, limitados a uma esfera ôca. as paredes de vidro dão mostras de um universo externo translúcido, reluzente, tentador, cheio de armadilhas... mas inalcançável diante do claustro. ainda bem que respiro sob a água.#

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segunda-feira, 2 de julho de 2007

No words


Passa-me pela cabeça a busca de uma explicação razoável para a capacidade de incomunicação humana. Decorrência da incompletude?#

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"... Temos uma propriedade do comportamento que dificilmente poderia ser mais básica e que, no entanto, é freqüentemente menosprezada: o comportamento não tem oposto. Por outras palavras, não existe um não-comportamento ou, ainda em termos mais simples, um indivíduo não pode não se comportar. Ora, se está aceito que todo o comportamento numa situação interacional, tem valor de mensagem, isto é, é comunicação, segue-se que, por muito que o indivíduo se esforce, é-lhe impossível não comunicar. Atividade ou inatividade, palavras ou silêncio, tudo possui um valor de mensagem; influenciam outros e estes outros, por sua vez, não podem não responder a essas comunicações e, portanto, também estão comunicando. Deve ficar claramente entendido que a mera ausência de falar ou de observar não constitui exceção ao que acabamos de dizer". (p. 44-45)

Pragmática da Comunicãção Humana (Cultrix), Paul Watzlawic, Janet Helmick Beavin e Don D. Jackson

๑۩۞۩๑

Bem, essa é uma pista... Mas há mais por aí. A questão obviamente oferece outras facetas, para deleite do nosso imaginário.#

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sexta-feira, 15 de junho de 2007

...


Será que é necessário dizer alguma coisa???#

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terça-feira, 12 de junho de 2007

Love's dead

A imagem? Ah!, peguei emprestada do Mr. Yeoman. Acho que ele não vai ligar não...


O post de hoje é dedicado ao Valentine's Day tupiniquim.#

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Estou devendo um post de atualização dos livros, dvds e cds adquiridos ultimamente... Ooops! E dos filmes que assisti também! Logo farei isso.#

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sábado, 9 de junho de 2007

Headache



Pensem numa exaqueca sinistra! E o pior é que isso está ficando cada vez mais freqüente...#

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terça-feira, 5 de junho de 2007

Behavior


Ando assim, meio que impaciente.#

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Disembodied eyes


Cena do filme Metropolis (1927), obra-prima dirigida por Fritz Lang (1890-1976).

Acordei nessa madrugada com os olhos em chamas. Mais tarde a suspeita virou diagnóstico: desepitelização corneana. Tudo culpa do ar seco do Planalto Central. É a segunda vez que isso acontece em menos de um ano.#

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domingo, 3 de junho de 2007

Ex nihilo, nihil (nada provém do nada)


Ex Nihilo (Out of Nothingness), escultura de Frederick E. Hart (1943-1999), Washington National Cathedral. "I saw Ex Nihilo (Out of Nothingness), the center portal arch [of the National Cathedral], as a single expression of Creation, as the metamorphosis of divine spirit and energy. The figures emerge from the nothingness of chaos, caught in the moment of eternal transformation - the majesty and mystery of divine force in a state of becoming" (FEH).

Como se não me bastasse tudo, ou até conseqüência disso, uma terrível enxaqueca resolveu atacar. Meu frio e escuro quarto me aguarda e me resta como consolo nesta noite triste. Estou com sono, vou dormir. Talvez hoje eu consiga.#

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Fim...?


The End, State I, litografia de Ed Ruscha e Raymond Pettibon, 2003.

O trauma do amor.#

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Delirium


Ephemeron, fotografia de John Brill, 1999.

Péssimo. Estou me sentindo péssimo. Falta-me algo; aliás, faltam-me muitas coisas... Definitivamente não estou bem. Armei uma couraça em volta de mim, tenho receio de... Não!, não estou conseguindo. Ah, minha querida! Sinto tanto por ti. E por mim também... Dúvidas, medos. Fragilidade. E inquietação. Sim, inquietação também. Acho que virei um dépósito de coisas ruins, que não param de se amontoar. Onde será que isso vai parar? Se é que vai... Arre! Uma hora dessas e eu aqui, sem dormir, sem tranquilidade, confuso com as besteiras da vida. Com as besteiras que a gente faz. Ôôô... E como faz! Este é o meu mundo. Sem nexo... E desconexo.#

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quinta-feira, 31 de maio de 2007

Minima moralia


"I've seen things you people wouldn't believe.
Attak ship on fire off the shoulder of Orion.
I watched C-beans glitter in the dark near the Tannhaüser Gate.
All those moments will be lost in time, like tears in rain.
Time to die".

(Roy Batty [Rutger Hauer], the leader of Replicants in the movie Blade Runner, directed by Ridley Scott).#

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quarta-feira, 30 de maio de 2007

Mágica no absurdo


Me Chama

Chove lá fora
E aqui...
Tá tanto frio
Me dá vontade de saber
Aonde está você
Me telefona
Me chama
Me chama
Me chama
Nem sempre se vê
Lágrima no escuro
Lágrima no escuro
Lágrima...
Tá tudo cinza sem você
Tá tão vazio
E a noite fica sem porquê
Aonde está você
Me telefona
Me chama
Me chama
Me chama
Nem sempre se vê
Mágica no absurdo
Mágica no absurdo
Mágica...
Nem sempre se vê
Lágrima no escuro
Lágrima no escuro
Lágrima...

(Lobão)

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Kick ass


Já era... (Ui! Não é todo dia que se leva um pé na bunda...).#

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segunda-feira, 28 de maio de 2007

Stella, my dear



Sabe, acho que vou é tomar uma cerva... Pelo menos essa Stella aí não reclama nem fica enchendo o saco por nada...

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Ensaio


Ilustração de Terence Ulrich. O perfil dele no MySpace está aqui.


A propósito, isso me faz lembrar de uma coisa: poderia ter morrido, ido para o beleléu; estar servindo de comida para os vermes, e provavelmente ninguém por aqui notaria nada...#

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Tédio



Insônia, de novo... Putz! Será que essa maldita voltou??? Olha só a hora e eu aqui perdido, perambulando a esmo pelo ciberespaço. Tão imenso que se apresenta vazio... #

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segunda-feira, 19 de fevereiro de 2007

A la recherche du temps perdu


Cat and Gramophone, by Colin Ruffell.


Quando a radiola começou a tocar Wigwam, senti que de repente viajava no tempo... Recordei de minha infância querida, e fui tomado por sensações que até então estavam perdidas em algum lugar da memória mas que naquele instante brotavam subitamente, embaladas pela cadência dos acordes, remetendo-me a um tempo perdido e reconstituindo um instante da minha vida que já se foi. Ao fim, restou-me o vazio da incompletude. #

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