[ breviário de decomposição ]

quinta-feira, 10 de janeiro de 2013

A angústia de viver imaginando que a vida poderia ter sido outra

Yonge Street, in North York. By daily dose of imagery

Então, era só isso?

Michael Apted é um diretor de cinema inglês, premiado e popular (participou das "franquias" James Bond e Nárnia). Em 1964, aos 23 anos, ele fez um filme para a televisão inglesa, chamado "7 Up" (de sete para cima, com um trocadilho com o nome de um refrigerante), no qual entrevistou 14 crianças de sete anos, de origem social variada, perguntando quais eram seus sonhos, planos e desejos. Ele prometeu que voltaria a entrevistar as crianças a cada sete anos.

Apted manteve sua promessa. Entrevistou o mesmo grupo aos 14 anos, aos 21, aos 28 etc. A cada filme, os entrevistados comentavam suas repostas anteriores, ou seja, mediam as mudanças em sua vida.

Na semana passada, estreou, em Nova York, "56 Up": as crianças de 1964 (todas vivas) têm hoje 56 anos. Para ter uma ideia do conjunto e do último documentário, veja trechos no site da CBS.

A intenção inicial de Apted era documentar, ao longo de décadas, as consequências das diferenças econômicas e de classe. De fato, a mobilidade social existiu, mas não foi grande. Os mais ricos, que estudavam nas melhores escolas, foram para as melhores universidades e, hoje, estão, como se diz, bem de vida. Os mais pobres (alguns vinham de uma espécie de asilo para crianças carentes, outros, do East End de Londres) tiveram uma vida mais dura. Em suma, tudo tocante e mais ou menos previsível, salvo a sensação com a qual fiquei ao sair do único cinema de Manhattan em que o filme está passando, o IFC Center, na Sexta Avenida, na altura de 3rd Street.

Quase em frente ao IFC, do outro lado da avenida, está o Blue Note, que, desde os anos 1980, é um templo do jazz nova-iorquino. Deixando o cinema, deparei-me com o letreiro do clube: a "blue note" é aquela nota que é cantada ou tocada meio tom abaixo do que seria esperado e confere, portanto, à música e às letras uma dimensão de tristeza quase existencial (o "blues"). Por isso, alguns dizem que a "blue note" tem a ver com a vida nas plantações, sua dureza e a nostalgia de outro destino.

O trecho da Sexta Avenida de ambos os lados do cinema IFC fica animado até muito tarde: há dois sex shops e cinco ou seis estúdios de tatuagem e piercings. Para quem passar por Nova York e quiser se aventurar por lá: nenhuma preocupação, não há perigo de ser assaltado.

Mas há outros perigos, sobretudo se você já tiver esbarrado no letreiro do "Blue Note", depois de assistir ao documentário de Michael Apted. No meu caso, aconteceu o seguinte: fiquei parado, na calçada, intensamente triste, sem saber por quê. As únicas palavras que vinham à minha cabeça eram: "Então, era isso?".

Cuidado: nenhum dos entrevistados de Apted, nem na infância nem na juventude, expressou desejos extravagantes. A maioria, de um jeito ou de outro, teve a chance de tentar realizar seus sonhos. Claro, alguns escondem suas dificuldades (de nós e de si mesmos), mas, no conjunto, a vida não foi propriamente cruel com nenhum dos 14. Quase todos tiveram amores, filhos, alguma realização; um construiu uma bonita fazendola, outro comprou uma casa de férias na Espanha e outro, que fracassou na vida, foi eleito representante de sua comunidade. Então, qual é a razão da "blue note" que ressoou em mim?

Talvez seja a sensação de que a vida vai (aos poucos, de sete em sete anos) e que poderia ter sido outra. Mas será que poderia? E outra como?

Os estúdios de tatuagem e os sex shops da Sexta Avenida parecem sugerir que há vidas que, à diferença da nossa e da dos entrevistados de Apted, queimam rápido, sem se resguardar; mas basta entrar nas lojas para descobrir que nada aí dentro é "extremo" - o ideal de uma vida intensa, como um único grande e curto fogo de artifício, mal tem existência própria, mas é apenas o efeito da nossa nostalgia de "outra coisa".

Só há uma vida: a que estamos vivendo. É óbvio. Mas por que mal conseguimos viver sem imaginar que ela possa ou deva ser "outra"?

É uma aflição moderna, pós-romântica. Imagine que Emma Bovary e Anna Karenina tenham se juntado, desistido de complicar sua vida com amantes e sonhos, e transferido todas suas aspirações para seus filhos, ou seja, para nós. Rebentos dessas duas maravilhosas mulheres, como poderíamos achar que o que vivemos é suficiente? Como poderíamos ver o fim da vida se aproximando sem resmungar: "Então, era só isso?".

Contardo Calligaris


segunda-feira, 10 de dezembro de 2012

Perdido de mim mesmo

Nous avons des vies monotones, by Légendes oubliées 

Sinto-me fora, fugido

Cabbagetown, by daily dose of imagery

Estou voltando pra cá. Isto não é um bom sinal.


Um homem também chora
Menina morena
Também deseja colo
Palavras amenas
Precisa de carinho
Precisa de ternura
Precisa de um abraço da própria candura
Guerreiros são pessoas
Tão fortes
Tão frágeis
Guerreiros são meninos
No fundo do peito
Precisam de um descanso
Precisam de um remanso
Precisam de um sono que os torne refeitos
É triste ver meu homem
Guerreiro
Menino
Com a barra de seu tempo por sobre seus ombros
Eu vejo que ele berra
Eu vejo que ele sangra
A dor que tem no peito
Pois ama e ama
Um homem se humilha
Se castram seu sonho
Seu sonho é sua vida
E vida é trabalho
E sem o seu trabalho
Um homem não tem honra
E sem a sua honra
Se morre
Se mata
Não dar pra ser feliz
Não dar pra ser feliz
Um homem também choraGonzaguinha.

segunda-feira, 11 de maio de 2009

god’s little acre


foto: legendes oubliées.

de tanto andar
em corredores estreitos
foi que me perdi
sem direção

a casa estranha,
de insana arquitetura,
não resistiu ao vazio,
à erosão.

as paredes rachadas
internamente caiadas
ainda deixam vazar
a solidão.
luciana melo, 21.04.04

deficra-me ou te devoro


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fargo



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sábado, 22 de novembro de 2008

como vejo a realidade

Nebel, foto de Edmund Piper.


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sexta-feira, 21 de novembro de 2008

a multiplicação dos nossos "eus"


Le Double Secret, 1927, Musée National d’Art Moderne, de René Magritte (21.11.1898 - 15.08.1967)


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quinta-feira, 20 de novembro de 2008

bizarrices da net

As 10 pessoas mais esquisitas do planeta

Qua, 19 Nov, 08h02
Por Redação Yahoo! Brasil

1. A mulher que atinge 200 orgasmos por dia

O barulho de um trem, o secador de cabelo, uma máquina fotocopiadora - tudo isso é motivo para Sara Karmen, uma britânica de 24 anos, sentir um orgasmo. Somente durante os 40 minutos de uma entrevista ao jornal News of The World, ela teve 5 orgasmos. A moça sofre da Síndrome de Excitação Sexual Persistente, que faz com que ela fique excitada por grandes períodos de tempo, mesmo sem ter um estímulo sexual. 'As vezes tenho muitas relações sexuais, na tentativa de acalmar-me.' - conta Sara.

2. O homem que não consegue engordar

O inglês de 59 anos, John Perry, pode consumir a quantidade de alimentos que quiser e não consegue engordar. O distúrbio, chamado lipodistrofia, faz com que o corpo queime rapidamente a gordura que absorve. Quando tinha cerca de 12 anos, Perry comentou que começou a emagrecer sem nenhum motivo aparente. Os médicos, imaginaram que ele estivesse sofrendo de uma úlcera estomacal. O problema de Perry é causado pela produção de insulina, que é seis vezes maior do que uma pessoa normal.

3. O homem que não sente frio

O holandês Wim Hof de 48 anos, que ficou conhecido como o 'Homem de Gelo', já correu uma maratona no Pólo Norte, apenas vestindo um short e nadou cerca de 80 metros em água gelada. Por uma condição incomum, Hof não sofre de hipotermia, como ocorre com a grande maioria dos seres humanos. Ao invés disso, o fluxo sanguíneo, que em temperaturas muito baixas é enviado apenas para os órgãos vitais, no caso dele, continua sendo fornecido para todo o corpo, não permitindo que ele sofra com ulcerações.

4. O garoto que não podia dormir

Imagine, uma criança que não dorme, nem cochila por 3 anos. Foi o que ocorreu com Rhett Lamb, que não tinha experimentado uma soneca na vida. O problema era causado por uma anomalia no tecido cerebral, chamada: má-formação de Chiari. Parte do seu crânio era anormalmente pequena e acabava exercendo uma pressão sobre o cérebro.Em maio desse ano ele passou por uma cirurgia e finalmente dormiu. Seu pai declarou que dividiu com a mãe do garoto a responsabilidade de monitorá-lo durante o sono.

5. A garota que é alérgica a água

A australiana de 19 anos chamada Ashleigh Morris não pode usufruir de hábitos comuns à jovens da sua idade. Ela não pode ter contato corporal com água. Morris sofre de um doença de pele raríssima, chamada Urticária Aquagênica, que é um processo de alergia extrema à água. Quando Ashleigh se molha, seu corpo explode em feridas e caroços, que levam cerca de duas horas para aliviar.Como não há cura ou tratamento, Ashleigh preferiu parar de fazer esportes e tudo o que a faz suar.

6. A mulher que não consegue esquecer

Uma californiana de 42 anos possui a melhor memória do mundo. A mulher, que é conhecida como Jill Price, lembra-se de quase todos os dias de sua vida, a partir dos 16 anos de idade. Segundo ela, sua memória passa como um filme, 'ininterrupta e incontrolável'. Ela, lembra claramente o que ocorreu no episódio de 'Murphy Brown' em 28 de março de 1988. Além disso, ela recorda-se de fatos mundiais e outras tantas informações que pessoas comuns não conseguem recordar. Sua anomalia chama-se síndrome hipertimésica.

7. A adolescente que se alimenta apenas de Tic Tac

Natalie Cooper, inglesa de 17 anos, sofre de uma doença misteriosa: ela vomita toda vez que ingere algum alimento sólido. A única coisa que pode ela pode comer, com segurança, é a bala Tic Tac. Inicialmente, os médicos acreditavam que a menina sofria de bulimia, mas logo abandonaram a idéia. Por razões ainda inexplicáveis, o Tic Tac é a única comida que não a deixa mal. Porém, Nathalie precisa ingerir outros tipos de nutrientes através de uma fórmula especial, via tubo.

8. O homem que está há mais de 1 ano soluçando

Chris Sands, de 24 anos, soluça em média a cada dois segundos.Chris Sands, que é músico, disse que sua carreira ficou prejudicada e acredita que a cirurgia conseguirá lhe devolver uma vida normal. Segundo os médicos do Queen's Medical Centre, um tubo será implantado no estômago de Chris para monitorar o nível de acidez, pois ele sofre de refluxo ácido, motivado por uma falha em uma das válvulas.

9. A mulher que desmaia sempre que ri

Kay Underwood, 20 anos, tem cataplexia, ou seja, qualquer espécie de emoção forte que tenha pode fazê-la desmaiar, devido ao enfraquecimento repentino dos músculos. Excitação, raiva, medo, surpresa, e até vergonha podem provocar o desmaio.Sua condição anormal foi descoberta há cinco anos, quando chegou a perder a consciência por mais de 40 vezes em um único dia. Tal como muitos dos doentes de cataplexia, Kay sofre também de narcolepsia - adormece sem mais nem menos.

10. A mulher que tem alergia à tecnologia

Ela se chama Debbie Bird e é absolutamente alérgica à tecnologia. Para ela, falar no telefone celular, cozinhar no forno de microondas ou dirigir um carro, são tarefas praticamente impossíveis. Tudo porque Bird possui uma sensibilidade ao campo eletromagnético criado pela maioria dos aparelhos eletrônicos. Como conseqüência, Debbie sofre com uma dolorosa alergia na pele e nas pálpebras. Para diminuir o problema, ela criou uma espécie de zona livre da influência eletromagnética.

quarta-feira, 12 de novembro de 2008


Ara Starck. L'équilibriste, 116,5x78,5 cm, technique mixte, 2008 ©Artegalore.

Quem espera sempre, espera sempre em vão,
Porque quem espera sempre espera o bem.
E o bem vive em nosso coração:
Ou já o temos, ou elle nunca vem.

Quem ama, ou ama-se, e terá o que tem,
ou ama outro, e ama a illusão
Que, quando a toque, será voragem (?) alguem,
E nunca o bem que é venda e confusão.

Onde puz a ventura, não a vi,
onde puz o desejo, floriu pranto
e só quem fui ou que fugi ser colhi.
Hoje não espero nem o muito encanto
De haver esperado, quero o fim (?)

ideas for poems, fernando pessoa (1888 - 1935)

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terça-feira, 11 de novembro de 2008

death in the afternoon


foto: legendes oubliées.



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terça-feira, 22 de abril de 2008

Filme com homem preso no elevador vira febre na internet


Um vídeo mostrando a história real de Nicholas White, gerente de produção que trabalha no prédio da McGraw-Hill, em Nova York, virou febre na internet e já foi visto mais de 600 mil vezes, após sua história ter sido publicada na revista The New Yorker desta semana. White ficou 41 horas preso em um elevador do prédio.


Music: “The Storm Begins,” by Jennifer Haines.

Numa sexta-feira, ele havia descido ao térreo para fumar e ao voltar ao escritório, que fica no 43º andar, sentiu um tranco, indicado a pane no elevador.

Ao acionar o botão de emergência, ele percebeu que a saída não seria tão fácil já que o equipamento estava parado entre dois andares. Funcionário exemplar, White não quis danificar o elevador na tentativa do escapar da situação claustrofóbica. Também não quis fumar. Para piorar, o funcionário estava sem relógio e sem celular e, por isso, ficou sem comunicação durante as longa horas em que ficou preso.

O barulho constante do alarme fez com ele começasse a ter alucionações auditivas. No vídeo, White é visto algumas vezes sentado ou deitado em posição fetal, à espera do resgate. Depois de horas de agonia, ele chegou a pensar que iria morrer. Só foi resgatado dois dias depois, na segunda-feira.

Por Yahoo! Notícias.

segunda-feira, 21 de abril de 2008


USA. Nevada. Reno. Arthur Miller and Marilyn Monroe were already separated but nevertheless worked together on The Misfits.

"To take pictures had become a necessity and I did not want to forgo it for anything." Inge Morath.


fotos e filmes históricos podem ser vistos no especial que a agência Magnum Photos preparou para comemorar o seus 60 anos. Clique aqui. Tudo bem, isso foi no ano passado, mas a força que emana das lentes dos seus fotógrafos em todo esse tempo por certo impressionam.#

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Pintura para Peixes (2008), de Rodrigo Andrade, exposto em São Paulo. Foto: Divulgação.

a vida e o mundo se apresentam assim, limitados a uma esfera ôca. as paredes de vidro dão mostras de um universo externo translúcido, reluzente, tentador, cheio de armadilhas... mas inalcançável diante do claustro. ainda bem que respiro sob a água.#

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domingo, 20 de abril de 2008


Enquanto saboreava o meu breakfest num café da minha quadra, li uma interessante matéria de Arthur Dapieve publicada na Bravo! deste mês, chamada A volta do discão de plástico preto.

ali são apresentadas aos leitores algumas contradições: aqueles que sentenciavam em fins da década de 1980 a morte disco de vinil vêem embasbacados menos de 20 anos depois a derrocada do cd (e da indústria fonográfica) diante de tecnologias proporcionadas pela internet, como o mp3 e outros formatos disponíveis para download a um simples clique do computador. e mais: tal qual a fênix, o vinil vem resurgindo das cinzas...

até bem pouco tempo, apenas era possível encontrá-los em sebos e o seu uso, afora colecionados e aficionados, era praticamente restrito a festas regadas por dj's de eletrônica e hip-hop. mas uma reviravolta é anunciada. assim, não soa tão estranho que ontem num passeio à livraria cultura eu tenha visto expostos com destaque exemplares importados (é claro) dos vinis do radiohead (in rainbows), amy winehouse (back to black), duke elington & john coltraine (idem), e outros.

calma! muita calma nessa hora... isso não significa que teremos da noite para o dia as lojas infestadas de lançamentos em vinil não. o mercado ainda é muito pequeno, os custos de produção do velho lp são bastante elevados, incomparáveis em escala com os do cd. por enquanto, só nomes de muito destaque e público fiel têm cacife para ter seus álbuns assim prensados. a agonizante indústria fonográfica é terrível, e além disso os antigos lps, injustamente associados a uma tecnologia obsoleta, possuem um público alvo muito específico, mas incompatíveis com a demanda que, embora crescente, por óbvio é e continuará sendo muito restrita.

afinal de contas, pela portabilidade, individualidade egoísta (que permeia a sociedade nos dias de hoje) e apelo mercadológico, na conjuntura atual não se vislumbra tão cedo o ocaso do mp3 e do ipod (que cá entre nós são mesmo uma gracinha). de toda sorte, ainda bem que minhã mãe não jogou fora o velho toca-discos gradiente que ela tem em casa. qualquer dia desses vou convencê-la a despachá-lo pra cá, pois depois de uma boa revisão ele certamente funcionaria muito bem!

a propósito, sabiam que hoje é Dia do Disco? E o Flickr nos proporciona maravilhas do tipo fazer uma inventiva viagem pictórica por entre as capas de bolachões no saleveface ou ver as piores capas de disco de todos os tempos no reallybadcoverart.#

quarta-feira, 16 de abril de 2008

headache


por que não passa? por que não passa? por que não passa? por que não passa? por que não passa? por que não passa? por que não passa? por que não passa? por que não passa? por que não passa? por que não passa? por que não passa? por que não passa? por que não passa? por que não passa? por que não passa? por que não passa? por que não passa? por que não passa? por que não passa? por que não passa? por que não passa? por que não passa? por que não passa? por que não passa? por que não passa? por que não passa? por que não passa? por que não passa? por que não passa? por que não passa? por que não passa? por que não passa? por que não passa? por que não passa? por que não passa? por que não passa? por que não passa? por que não passa? por que não passa? por que não passa? por que não passa? por que não passa? por que não passa? por que não passa? por que não passa? por que não passa? por que não passa? por que não passa? por que não passa? por que não passa? por que não passa? por que não passa? por que não passa? por que não passa? por que não passa? por que não passa? por que não passa? por que não passa? por que não passa? por que não passa? por que não passa? por que não passa? por que não passa? por que não passa? por que não passa? por que não passa? por que não passa? por que não passa? por que não passa? por que não passa? por que não passa? por que não passa? por que não passa? por que não passa? por que não passa? por que não passa? por que não passa? por que...?#

sábado, 12 de abril de 2008

i close both locks below the window
i close both blinds and turn away
sometimes solutions aren't so simple
sometimes goodbye's the only way

and the sun will set for you
the sun will set for you
and the shadow of the day
will embrace the world in grey
and the sun will set for you

pink cards and flowers on your window
your friends all plead for you to stay
sometimes beginnings aren't so simple
sometimes goodbye's the only way

and the sun will set for you
the sun will set for you
and the shadow of the day
will embrace the world in grey
and the sun will set for you

and the shadow of the day
will embrace the world in grey
and the sun will set for you

and the shadow of the day
will embrace the world in grey
and the sun will set for you

shadow of the day, linkin park


sondra locke como “mick kelly” na rara adaptação de “the heart is a lonely hunter”

J’ai fait tant de projet qui sont restés en l’air
J’ai fondé tant d’espoirs qui se sont envolés


na concha de azulejos do banheiro, nos vapores, tenho os contornos do rosto amolecidos no espelho acima da pia, frascos, perfumes, comprimidos, esguicho água com os dentes na imagem borrada no espelho e lembro 1996. ainda ontem eu tinha 20 anos blue e olhava os mesmos olhos de cor irritante. elis é meio chata eu pensei, mas gostei de escutar ela cantando golden slumbers enquanto rodava a banca de revistas do aeroporto. sempre que viajo para cidades litorâneas gosto de ver a aterrissagem nas terras que se parecem com as silhuetas de grandes preguiçosos répteis crocodilos meio banhados pelas águas verde escuras. que gosto mais de impressão que não distorça no magenta. gosto da repetição quando ela é freqüência. dos substantivos femininos muito embora os masculinos sejam mais fáceis. gosto mais do relógio analógico antigo arcaico, não por resistência ao novo, mas pela fascinação da física que estes necessariamente empregam. gosto mais das curvas. nos sons, nas urgências, nos apertos, nas fronteiras, na natureza. gosto das sobreposições, sucessões, evoluções. mas também dos declínios, das sonolências, dos envelhecimentos. gosto ainda de falar dessas coisas para as quais nem sempre há destinatários. estas conficções de sempre.

(*) texto do jornalista marco godim, publicado em 23.08.2007 no seu falecido blog instructions on how to leave a hotel room (era bom pra cachorro, mas foi pro beleléu).

sexta-feira, 11 de abril de 2008

hoje eu preciso te encontrar de qualquer jeito
nem que seja só pra te levar pra casa
depois de um dia normal
olhar teus olhos de promessas fáceis
e te beijar a boca de um jeito que te faça rir

hoje eu preciso te abraçar
sentir teu cheiro de roupa limpa
pra esquecer os meus anseios e dormir em paz

hoje eu preciso ouvir qualquer palavra tua
qualquer frase exagerada que me faça sentir alegria
em estar vivo

hoje eu preciso tomar um café, ouvindo você suspirar
me dizendo que eu sou causador da tua insônia
que eu faço tudo errado sempre

hoje preciso de você
com qualquer humor, com qualquer sorriso
hoje só tua presença
vai me deixar feliz
só hoje
só hoje, jota quest.

terça-feira, 1 de abril de 2008



"eu só queria que essa gestalt se fechasse. mas parece que ela não se completa nunca... mesmo com as minhas tentativas vãs de unir as pontas com superbonder ou durepox. não adianta. vira e mexe e o desenho não termina - acontece que de vez em quando me engano e aí eu acho que o quadro está pronto, mas sempre falta um retoque e mais outra demão de verniz (será que 'basta um verniz para ser feliz', como dizia mirisola?).

eu tento mudar os móveis de lugar, mas tudo volta a ser como sempre foi... de um jeito quase místico, na manhã seguinte a velha poltrona retorna ao seu lugar original. 'but i can't move on'...

e então, como nada muda - a despeito dos meus desejos, isso que ficou aqui é tudo o que eu tenho, é tudo o que me resta. as possibilidades são infinitas, ela me disse. E eu concordo, mas não agora. As probabilidades brincam comigo e eu não tenho outra alternativa a não ser remoer meus fracassos e minhas ilusões perdidas. paradoxo: as perdas são os meus caros troféis. E o remorso vira paisagem na estante, até que um dia a gestalt se funda nela mesma para finalmente me deixar em paz (...)"

uma certa bruxa de ravena...


pensamentos são como caminhos: às vezes se cruzam, minha querida... cada um a seu modo, mas parece que não estamos assim tão dispersos. pelo menos, parece.

domingo, 30 de março de 2008


ahora si te echo de menos
ahora que si me lo creo
me duele vivir y pensar que elegí en vez del cielo el infierno

que si se extrañan tus besos
que si me muero por dentro
me alejo de ti hacia la oscuridad
y en el fango me encuentro

la verdad, estoy mal
el sufrir es gritar

si me haces falta
tú me haces falta
si te recuerdo, te extraño
te siento en el alma

si me haces falta
tú me haces falta
si me arrepiento
me odio, estoy desesperada.

desesperada, estoy aquí desesperada

ahora si te echo de menos
ahora si estoy hecha menos
ahora si puedo sentir toda la soledad que tanto y tanta da miedo

que si te extraño, te pienso
que si el dolor es intenso
el sobrevivir de la batalla final
es cruzar el desierto

la verdad estoy mal
el sufrir es gritar

me haces falta, jennifer lopez.

quarta-feira, 26 de março de 2008


i'm all out of hope
one more bad dream could bring a fall
when i'm far from home
don't call me on the phone
to tell me you're alone
it's easy to deceive
it's easy to tease
but hard to get release

les yeux sans visage
eyes without a face
les yeux sans visage
eyes without a face
les yeux sans visage
eyes without a face
got no human grace
your eyes without a face

i spend so much time
believing all the lies
to keep the dream alive
now it makes me sad
it makes me mad at truth
for loving what was you

when you hear the music you make a dip
into someone else's pocket then make a slip
steal a car and go to las vegas oh, the gigolo pool
hanging out by the state line
turning holy water into wine
bringing it down, oh
i'm on a bus on a psychedelic trip
reading murder books tryin' to stay hip
i'm thinkin' of you you're out there so
say your prayers
say your prayers
say your prayers

now i close my eyes
and i wonder why
i don't despise
now all i can do
is love what was once
so alive and new
but it's gone from your eyes
i'd better realize

such a human waste
your eyes without a face

eyes without a face, billy idol.

sexta-feira, 21 de março de 2008


putz! este blog anda às moscas... é preciso dar um jeito nisso. #

domingo, 17 de fevereiro de 2008

Flat Time I-IO, John Latham (2004).

agora ele é meu. o tempo... sou o senhor do tempo. pelo menos do meu tempo; não do seu ou dos outros. a perspectiva da existência, mundo, pessoas, sentimentos, sensações, coisas, vida, morte etc. é toda minha. sinto perfeitamente em minhas mãos a curva do espaço-tempo. sorry everybody, but is this.#

domingo, 10 de fevereiro de 2008

Flower Bombs, Andrew Brandou.


é realmente incrível a nossa capacidade de fazer besteiras... credo! por mais que você prometa a si mesmo e tenha a plena convicção de que nunca irá fazê-lo, não está imune ao fato. ao menos serviu para expandir a percepção sobre alguns paradigmas que me estava incrustrados. assim como para refletir sobre verdades encobertas e sobre pontos da minha personalide que nem eu mesmo conhecia ou me atrevia a ver. mas está tudo resolvido e acabado.#



caramba! onde será que se arruma uma dessas????#

sábado, 26 de janeiro de 2008

Vacation

Farol da Barra à noite.


Salvador, me aguarde! Estou chegando...#

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sexta-feira, 18 de janeiro de 2008

Flickr ganha coleções de imagens históricas dos EUA


Delano, Jack, 1914-, photographer. Trucks unloading at the inbound freight house of the Illinois Central Railroad, South Water Street freight terminal, Chicago, III. 1943 April.


(Magnet) Sex, 18 Jan - 14h32

Por Rodrigo Martin de Macedo

Um projeto piloto chamado "The Commons" (ou em português "Bens comuns") foi apresentado pelo Flickr em parceria com a Biblioteca do Congresso dos Estados Unidos.

A idéia do projeto é que parte do raro acervo fotográfico da biblioteca seja disponibilizado para internautas do mundo inteiro, que poderão ajudar a classificar as milhares de imagens, ação que permitirá que estas sejam mais facilmente encontradas.

Segundo o site TechCrunch, as duas primeiras coleções fotográficas abordam os períodos de 1930 a 1940 (época em que ocorreu a Grande Depressão, maior período de recesso econômico do século XX), e 1910, com fotos de eventos americanos importantes para a época.

Atualmente a coleção, iniciada no dia 3 de janeiro de 2008, possui 3.115 imagens, de uma coleção de mais de 14 milhões de fotos e outros materiais visuais, conforme noticiou o site Webware.

As fotos e mais informações do projeto podem ser acessadas em flickr.com/commons. Outros materiais da Biblioteca do Congresso americano estão disponibilizados no blog loc.gov/blog.

quarta-feira, 16 de janeiro de 2008


slide away - and give it all you've got
my today - fell in from the top
i dream of you - and all the things you say
i wonder where you are now?

hold me down - all the world's asleep
i need you now - you've knocked me off my feet
i dream of you - we talk of growing old
but you said please don't!

slide in baby - together we'll fly
i've tried praying - and I know just what you're saying to me

now that you're mine
i'll find a way
of chasing the sun
let me be the one that shines with you
in the morning when you don't know what to do
two of a kind
we'll find a way
to do what we've done

let me be the one that shines with you
and we can slide away.

slide away - and give it all you've got
my today - fell in from the top
i dream of you - and all the things you say
i wonder where you are now?

slide in baby - together we'll fly
i've tried praying - and I know just what you're saying to me

now that you're mine
i'll find a way
of chasing the sun
let me be the one that shines with you
in the morning when you don't know what to do
two of a kind We'll find a way
to do what we've done

slide away, oasis.

terça-feira, 15 de janeiro de 2008

today is my birthday!



mil motivos pra comemorar! pela manhã fui trabalhar observando o tempo meio nublado e refletindo sobre os anos que se passaram e os que hão de vir. fazendo um balanço, o saldo é bem positivo. e agora as coisas vão se encaixando de um modo todo especial e esplendorosamente favorável. é... 2008 iniciou em grande estilo e realmente promete! o passado vai sendo levado pra bem longe, como a poeira ao vento. incrível como o ranço de certas coisas quando mal resolvidas ou não suficientemente suplantadas podem estragar a nossa existência! talvez seja o modo como as encaramos que pode servir ou não a isso. bem, não sei se é uma espécie de ritual de passagem que se apresenta como uma provação ou algo que o valha, mas o fato é que tudo que se passou mexeu muito comigo e vez ou outra certas sensações ou lembranças despontam, eclodem como que para dar um besliscão e me rememorar que existem freios que podem nos travar de vez e a forma como encaramos os acontecimentos pode ditar os nossos dias, o nosso futuro, e que a depender disso tudo a vida pode ser diferente. humm... uma questão de ótica, talvez.

reflexões e mais reflexões... uma série de coisas ainda estão inconclusas ou ainda não iniciadas ou, mais, não pensadas ou imaginadas. mas, viver... viver é muito bom. construir momentos, apreciá-los, usufruí-los. a vida pode ser muito boa, passe o que passar! e é. precisamos não ter medo disso, de viver e realizar tudo o que se é permissível. no fundo, é isso que nos dá sentido. parece ser tão simples (e pode sê-lo), mas no mais das vezes vemos tudo ou qualquer coisa como obstáculo, como um barreira para se chegar lá. o que importa é não deixar isso acontecer e ela, a vida, de algum modo nos recompensará!#

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terça-feira, 1 de janeiro de 2008


acabei de cchegar em casa... essa foi a imagem e a lembrança que definitivamente marcou o meu réveillon. diferente de todos os outros, diferente de tudo que já vivi. sem dúvidas, inesquecível! valeu cada instante...

domingo, 23 de dezembro de 2007

meus presentinhos de natal: parte 2



finalmente! blade runner: ultimate collector's edition (blade runner, usa/cingapura, 1982, dirigido por ridley scott). pena que a versão tupiniquim não seja tão completa quanto a edição americana. por aqui são 3 discos contra 5, lá... aí já se sabe: falta uma versão e há menos material extra. aliás, soube que por aqui serão disponibilizadas maletas da jóia para apenas 200 felizardos. uma delas, meus caros, já é minha! hehehehe.

no embalo, também ensaquei para sempre lilya, de lukas moodysson (lilja 4-ever, suécia/dinamarca, 2002); sob o céu do líbano, de randa chahal sabbag (le cerf-volant, líbano/frança, 2003); amores brutos, de alejandro gonzáles iñarritu (amores perros, méxico, 2000); e os incompreendidos, de françois truffaut (les quatre cents coups, frança, 1959).#

domingo, 16 de dezembro de 2007

stranger than fiction

assisti em
dvd mais estranho que a ficção (stranger than fiction, usa, 2006), dirigido por marc forster). no elenco, will ferrell, maggie gyllenhaal, dustin hoffman, queen latifah, emma thompson.

desde o início, o roteiro escrito por zach helm é bem interessante. a estória gira em torno de um solitário auditor da receita federal, cuja existência mundana se transforma quando ele começa a escutar uma voz misteriosa narrando a sua vida. com a ajuda do professor jules hilbert (hoffman), harold (ferrell, numa atuação fabulosa) descobre que ele é o principal personagem de um conto que está sendo escrito e que aquela voz que ele sempre escuta é de karen eiffel (thompson, que também está magnífica), uma autora excêntrica famosa por matar seus personagens principais de maneiras inusitadas. e agora harold precisa arranjar um jeito de achar eiffel e fazer com que ela pare de escrever antes que encontre uma maneira de acabar com ele.

é uma comédia inusitada por não ser tão despretenciosa quanto inicialmente se poderia supor. seu roteiro, muitíssimo inteligente, permite várias "leituras". por exemplo, o que fazer quando se tem certeza da proximidade da morte? tirar o máximo de proveito do tempo que resta?

ou quando se é "deus" e de repetente se apercebe que o destino das pessoas está literalmente na suas mãos, como agir? mudar o destino (alheio) que se escreve?

ou ainda, quando se é absoluto tudo é mesmo permitido? e as conseqüências das ações individuais sobre a vida dos outros?

a despeito de qualquer coisa, há sim uma forte carga subjacente no seu roteito, que eclode surpreendentemente à medida que ação vai se desenvolvendo, prendendo o suspiro do expectador até a cenal final (e depois dela também!).#

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sábado, 15 de dezembro de 2007

meus presentinhos de natal: parte 1




o que seria da vida se não pudéssemos fazer a nós mesmos umas pequeninas concessões de vez em quando?#

quarta-feira, 12 de dezembro de 2007

noite horrível de sono. estou péssimo, com o corpo todo dolorido. sinto que não devo ter dormido nada. levantar foi um suplício. o eco do silêncio martela os meus ouvidos a ponto de me enlouquecer. dói, e a dor é insuportável. e agora isso... aí me pergunto: "em que você está pensando?" então lhe pergunto: "agora... em que você está pensando?" me diz...

terça-feira, 11 de dezembro de 2007


i knew a girl
her name was truth
she was a horrible liar
she couldn't spend one day alone
but she couldn't be satisfied
when you have everything
you have everything to lose
she made herself a bed of nails
and she's planning on putting it to use


but she had diamonds on the inside
she had diamonds on the inside
she had diamonds on the inside
diamonds

a candle throws its light into the darkness
in a nasty world so shines a good deed
make sure the fortune that you seek
is the fortune that you need
tell me why the first to ask
is the last to give every time

what you say and do not mean
follows you close behind

she had diamonds on the inside
she had diamonds on the inside
she wore diamonds on the inside
diamonds

like the soldier long standing under fire
any change comes as a relief
let the giver's name remain unspoken
she is just a generous thief

she had diamonds on the inside
she had diamonds on the inside
she wore diamonds on the inside
diamonds

diamonds on the inside, ben harper.

๑۩۞۩๑

você não dá respostas às perguntas que não lhe fiz... paradoxal? aparentemente, apenas na superfície. é, foi um descarte, minha querida. joga-se para fora da janela do carro a folha de papel que teima a esvoaçar lá dentro e não se quer. interrupção... será??? interrompe-se algo que não começou? ou será que começou? hummm... depende apenas do ponto de vista, não é mesmo? era medo? insegurança? pensava que sim, mas de fato não sei o que era. não conversamos sobre isso, não é mesmo. conversar... mas como? a oportunidade de se ter oportunidade não existiu... fantasmas. ainda agora teimo em buscar notícias suas. acho que não deveria mas não resisto, me desculpe. é que ainda sinto nas minhas mãos o seu cheiro e tenho na boca o gosto da sua. mas bati com a cara na porta. "...acabou/ boa sorte/ não tenho o que dizer/ tudo o que quer me dar/ é demais/ é pesado/ não dá paz/ tudo o que quer de mim/ irreais/ expectativas/ desleais..." está ouvido? sinto, não resisti quando vi esse disco. na hora lembrei de você, e comprei. acontecimentos. não posso dizer que seja uma tarefa lá muito fácil esquecer. lembra do primeiro hiato? pois é, desde lá até o recontato não houve um só dia que você não povoou os meus pensamentos, em maior ou menor intensidade. esquecimento. mas há mesmo diamantes dentro de você. e pra que tanta dureza? defesa? é, autodefesa talvez. também não deve mesmo ter sido nada fácil tudo que se passou contigo. sei que não é, já me ocorreu algo parecido. a gente cresce com isso, sabia? mas também envelhece e cansa. e fica duro. diamantes. humm. é isso aí mesmo... é de onde vem a dureza. você tanto fala nela, não é mesmo? mas cuidado com a dureza, viu? a de dentro e a de fora. machucam. a você mesma e aos outros. me doeu e dói bastante. espero que os diamantes caiam, poque quebrá-los não é uma tarefa nada fácil! eu mesmo tentei e não consegui, você sabe. ainda está ouvindo? ouça... "good luck.../ quero que se cure/ dessa pessoa.../ há um desencontro/ veja por esse ponto.../ there are so many special people.../ all you want, all you want/ now we're falling (falling),... into the night.../ (um bom encontro é de dois)..." você ouviu, minha querida...?#

domingo, 9 de dezembro de 2007

beowulf



devidamente assistido há pouco, o filme lenda de beowulf (beowulf, usa, 2007), não decepciona.

o longa-metragem é uma animação feita com a captura de movimentos dos atores, aos moldes de o expresso polar. a direção é de robert zemeckis (forrest gump – o contador de histórias).

inspirado em um poema inglês datado do início da idade média, a história conta os triunfos e desafios do guerreiro nórdico beowulf (ray winstone, de cold mountain), que deve encontrar e derrotar o terrível monstro grendel (crispin glover, de as panteras), um ser abominável que está trazendo terror às cidades. o duelo acaba atraindo a ira da mãe da criatura, interpretada por angelina jolie (o colecionador de ossos), que começa a matar por vingança, causando uma guerra de grandes proporções. estão também no elenco os atores anthony hopkins (encontro marcado), john malkovich (o guia do mochileiro das galáxias) e alison lohman (peixe grande).

o roteiro do filme foi escrito em parceria pela dupla neil gaiman (stardust – o mistério da estrela) e roger avay (pulp fiction – tempo de violência).


don't let me down, don't let me down
don't let me down, don't let me down.

nobody ever loved me like she does
oooo she does... yes she does.

and if somebody loved me like she do me
oooo she do me... yes she does.

don't let me down, don't let me down
don't let me down, don't let me down.

i'm in love for the first time
don't you know it's gonna last
it's a love that lasts forever
it's a love that has no past.

don't let me down, don't let me down
don't let me down, don't let me down.

and from the first time that she really done me
oooo she done me... she done me good.

i guess nobody ever really done me
oooo she done me... she done me good.

don't let me down, don't let me down
don't let me down, don't let me down.

don't let me down, the beatles.

๑۩۞۩๑

acho sublime essa apresentação dos garotos de liverpool.#


if i kiss you where it's sore
if i kiss you where it's sore
will you feel better, better, better?
will you feel anything at all?
will you feel better, better, better?
will you feel anything at all?

born like sisters to this world
in a town where blood ties are only blood
if you never say your name out loud to anyone
then can never ever call you by it

if i kiss you where it's sore
if i kiss you where it's sore
will you feel better, better, better?
will you feel anything at all?
will you feel better, better, better?
will you feel anything at all?

you're getting sadder, getting sadder, getting sadder,
getting sadder
and I don't understand, and I don't understand
but if I kiss you where it's sore
if I kiss you where it's sore
will you feel better, better, better?
will you feel anything at all?
will you feel better, better, better ?
will you feel anything at all?
anything at all
will you feel anything at all?
anything at all
will you feel anything at all?
anything at all...


๑۩۞۩๑

hi, honey... fiz de tudo para não pensar em ti ou buscar notícias suas nessas últimas semanas, but this night i confesso que não resisti... and, pelo visto, u continua não estando bem, assim como eu... é uma pena.#

sábado, 8 de dezembro de 2007


the smell of your skin lingers on me now
you're probably on your flight back to your hometown
i need some shelter of my own protection baby
be with myself in center, clarity
peace, serenity

i hope you know, i hope you know
that this has nothing to do with you
it's personal, myself and i
we got some straightening out to do
and i'm gonna miss you like a child misses their blanket
but i've gotta get a move on with my life
it's time to be a big girl now
and big girls don't cry
don't cry,
don't cry,
don't cry

the path that i'm walking, i must go alone
i must take the baby steps til i'm full grown, full grown
fairy tales don't always have a happy ending do they
and i forseek the dark ahead if i stay

i hope you know, i hope you know
that this has nothing to do with you
it's personal, myself and i
we got some straightening out to do
and i'm gonna miss you like a child misses their blanket
but i've gotta get a move on with my life
it's time to be a big girl now
and big girls don't cry

like a little school mate in the school yard
we'll play jacks and uno cards
i'll be your best friend and you'll be mine
valentine
yes you can hold my hand if you want to
'cause i wanna hold yours too
we'll be playmates and lovers and share our secret worlds
but it's time for me to go home
it's getting late, dark outside
i need to be with myself in center, clarity
peace, serenity

i hope you know, i hope you know
that this has nothing to do with you
it's personal, myself and i
we got some straightening out to do
and i'm gonna miss you like a child misses their blanket
but i've gotta get a move on with my life
it's time to be a big girl now
and big girls don't cry
don't cry,
don't cry,
don't cry

big girls don't cry, fergie.

๑۩۞۩๑


busca, busca, busca... A vida nos empurra para uma incessante busca por algo inatingível e igualmente intangível... conjecturas, arranjos, frustrações, um outro caso de sucesso (até quando?) ou a felicidade eterna (existirá? duvido!).#

segunda-feira, 26 de novembro de 2007

droga, agora que percebi: já é segunda-feira... i hate mondays! putz!#


and so it is
just like you said it would be
life goes easy on me
most of the time
and so it is
the shorter story
no love no glory
no hero in her skies
i can't take my eyes off of you
and so it is
just like you said it should be
we'll both forget the breeze
most of the time
and so it is
the colder water
the blower's daughter
the pupil in denial
i can't take my eyes off of you

did I say that I loathe you?
did I say that I want to
leave it all behind?
i can't take my mind off of you

my mind
'til I find somebody new


the blower's daughter, damien rice.

๑۩۞۩๑

é, minha querida, você veio a mim como a filha do vento... será que realmente é esse o papel que a existência terá reservado para você na minha vida? uma brisa perdida que passou para nunca mais voltar? não sei, quem de fato saberá?... cá estou eu aqui, tomando a nossa cerveja preferida enquanto divago absorto em ti e sinto meus pensamentos fluírem, perdidos, dançando ao sabor do tempo enquanto pingos de chuva beijam o chão, esfriando complacentemente a madrugada mais do que a minha alma... consegues dormir? eu, não. defintitivamente, não.#

quarta-feira, 21 de novembro de 2007






in last saturday, terminei de assistir Babel (Babel, França/USA/México, 2006), de Alejandro González Iñárritu. assisti Elefante (Elephant, USA, 2003), dirigido por Gus Van Sant, e ainda, Crash - No Limite (Crash, USA/Alemanha, 2004), de Paul Haggis. no domingo foi a vez de Closer - Perto Demais (Closer, USA, 2004), de Mike Nichols. todos excelentes filmes.

sexta-feira, 16 de novembro de 2007


See the stone set in your eyes
See the thorn twist in your side.
I wait for you.

Sleight of hand and twist of fate
On a bed of nails she makes me wait
And I wait without you


With or without you
With or without you.

Through the storm, we reach the shore
You gave it all but I want more
And I'm waiting for you

With or without you
With or without you.
I can't live with or without you.

And you give yourself away
And you give yourself away
And you give, and you give
And you give yourself away.

My hands are tied, my body bruised
She got me with nothing to win
And nothing else to lose.

And you give yourself away
And you give yourself away
And you give, and you give
And you give yourself away.

With or without you
With or without you
I can't live
With or without you.

With or without you
With or without you
I can't live
With or without you
With or without you.

With or Without You, U2.

๑۩۞۩๑

fim de noite, madrugada... e é assim que eu termino... apesar da espera, sem você.#

reconstruction



ontem assisti em DVD Reconstrução de um Amor (Reconstruction, Dinamarca, 2003), dirigido por Christoffer Boe. No elenco, Nikolaj Lie Kass, Maria Bonnevie, Krister Henriksson, Nicolas Bro, Peter Steen, Ida Dwinger, Malene Schwartz, Helle Fagralid. o filme impressiona bastante pela forma como é apresentado, pelo transcurso da narrativa, pela câmera e seu movimento. boa atuação. mas, para os incautos, é um exercício raro de raciocínio. e faz pensar. o interessante é que enquanto o assistia, vinha-me aquela sensação de déjà vu. vá lá entender...

encontrei avaliações que valem a pena ser lidas no CINE DEMA(I)S, na REDE DE LETRAS da Estácio de Sá, na Superinteressante e no Indignado.#

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